Quarta-feira, 29 de Dezembro de 2010

Portimão, chegou o terror!


Gostava de tentar perceber o que vai na cabeça do presidente do Portimonense, Fernando Rocha, para contratar um homem que, em menos de 2 meses, conseguiu destruir uma equipa inteira de futebol e levar goleadas de 8-1 ou 4-0, em casa, e, no final, vir acusar os jogadores de não saberem lidar com a pressão de um jogo de primeira liga.
Confesso que gostava de perceber como é que o Portimonense, na posição em que está, arrisca despedir um treinador mau, para contratar um ainda pior. Mal por mal, deixava estar tudo como antes.
Há mais de um ano atrás, alertei os vitorianos e benfiquistas para o tremendo erro de casting que iria ser Carlos Azenha. Os benfiquistas tiveram a sorte de Luís Filipe Vieira ter sido reeleito presidente, enquanto que os vitorianos, por pouco, que não diziam adeus à primeira liga e, quem sabe, ao futebol profissional. Carlos Azenha é, provavelmente, um dos piores treinadores a ter estado na primeira liga portuguesa (talvez, apenas Luís Campos tenha conseguido proeza maior - conseguiu descer 2 clubes num único ano). Agora, o pior de tudo, é ver que ainda existem dirigentes que, vá se lá saber porquê, insistem em arriscar no que não devem. Há poucos dias atrás, a Académica apresentou um ex-adjunto de Queiroz para treinador principal e já no início do campeonato, o Leiria tinha apostado num ex-adjunto de José Peseiro (de seu nome, Pedro Caixinha). Confesso que, apesar da classificação, o Leiria não me convence nem um bocadinho. Caixinha apenas pegou numa equipa já montada por Manuel Fernandes e, mais tarde, por Lito Vidigal e limitou-se a ver a sorte do seu lado, a cada jogo que passa. Quem quiser tirar isto tudo a pratos limpos, veja, detalhadamente, cada jogo do União de Leiria. Parece incrível o que vou dizer, mas este Leiria tem sido, jogo após jogo, a ser levado "ao colo" para os lugares europeus (conte-se, por exemplo, os penaltis mal marcados a favor do União, nesta temporada).
Quanto ao novo treinador da Académica... Sinceramente, o currículo fala por si mesmo: ser adjunto de Queiroz, não é para qualquer um...
Esta nova moda dos "adjuntos" não é um risco, é uma estupidez dos presidentes. Lá por que Villas Boas teve a sorte do seu lado, não implica que todos os adjuntos vão ter a mesma sorte que ele. Os bons treinadores da nossa liga não surgem assim. Temos uma série de óptimos treinadores (Lito Vidigal, Leonardo Jardim, Daúto Faquirá, Manuel Machado, Rui Vitória ou Manuel Fernandes) e insistem em dar trabalho a Caixinhas e Azenhas, que nunca provaram nada, nem vão, algum dia provar.
Fica aqui a minha aposta: há um ano atrás, apostei no insucesso de Azenha enquanto treinador. Este ano, como já não tenho dúvidas sobre a sua incompetência vou mais longe: aposto no último lugar do campeonato para o Portimonense, na queda do Leiria para o meio da tabela (isto claro, se os árbitros deixarem) e numa Académica, até à última, a lutar para não descer.

Sábado, 4 de Dezembro de 2010

De tosco a bestial

É engraçado ver como Cardozo é tratado no Benfica. Há pouco mais de dois meses, quando sofreu uma lesão, muitos adeptos do Benfica respiraram de alívio e já suspiravam por Kardec, esse "jovem talento", com características diferentes, mas melhores, do que Cardozo: mais jovem, mais rápido e com muito maior mobilidade, na frente de ataque. Recordo, segundo Jesus e grande parte da comunicação social, este Kardec era o futuro substituto de Cardozo na equipa do Benfica...
Que mal estariam se isso fosse verdade! Dois meses chegaram para se perceber que Cardozo é, efectivamente, um ponta-de-lança de eleição no nosso campeonato: sabe segurar muito bem a bola e criar situações de desequilíbrio no ataque, graças à facilidade com que joga de costas para a baliza, aparece sempre no sítio certo, seja para finalizar ou para fazer triangulações no ataque com Saviola e Aimar, e até consegue mudar a postura dos seus colegas na frente de ataque do Benfica. Quem viu o Saviola, dos últimos meses, e este, que reapareceu agora, nem consegue acreditar que está a ver o mesmo jogador.
Ironicamente, este tempo de ausência foi muito benéfico para Cardozo. Nestes últimos meses, ficou à vista de todos que Kardec não é, de todo, um jogador com características semelhantes às de Cardozo e, sem o paraguaio, o Benfica perde uma referência de peso na área adversária. Agora sim, parece-me que os adeptos do Benfica já entenderam que têm na sua frente de ataque um ponta-de-lança, com características especiais, mas de enorme valia para a sua equipa.

Quarta-feira, 1 de Dezembro de 2010

Um idiota chamado Juande Ramos


Estas declarações de Juande Ramos, antigo treinador do Real Madrid, são um hino à estupidez e idiotice de um treinador de futebol.
É certo e sabido que, quando surge um resultado menos positivo numa equipa, o treinador é, geralmente, o primeiro alvo a abater. Seja ele quem for. José Mourinho, apesar de ser o melhor do mundo, também não foge à regra. Muita da comunicação social espanhola fez várias críticas ao modo como Mourinho encarou o jogo de segunda-feira, frente ao Barcelona. E é natural que tal aconteça. Os media cumprem apenas o seu papel. Seja pela crítica ou pelo elogio, o que interessa é que exista, diariamente, um "assunto" para falar.
No entanto, confesso que me faz alguma confusão quando as críticas a um determinado treinador surgem através de um colega de profissão. Neste caso, Juande Ramos, que perdeu uma excelente oportunidade para estar calado. Diz o "iluminado" treinador espanhol que o Real Madrid está igual ao de há dois anos atrás e que a sua derrota por 6-2, frente ao Barcelona, foi "menos humilhante" do que estes 5-0, registados com José Mourinho no comando merengue.
Juande Ramos conseguiu, nestas duas intervenções, expor para o exterior o treinador invejoso e de fraco carácter que é. Talvez, infelizmente para ele, guarde a "mágoa" de nunca vir a conseguir ganhar um terço do que José Mourinho já ganhou, com metade dos anos da sua carreira. Juande Ramos, recentemente despedido do "gigante" CSKA Moscovo e actual treinador do "todo-poderoso" Dnipro Dnipropetrovsk, achou por bem vir a público dizer que este Real Madrid é igual ao seu. Caríssimo, não pode ser. Este Real, agora, tem um bom treinador e joga bem. O anterior, para além de não jogar metade deste, não tinha um treinador em condições, e, por isso mesmo, teve de destítui-lo do cargo de treinador principal.
Juande Ramos, que está mais interessado em falar do seu antigo clube do que se preocupar com actual, também fez questão de frisar que, ao menos ele, conseguiu ser derrotado por 6-2 com o Barcelona e ser "menos humilhado" do que este Real de Mourinho. Humilhante, Juande Ramos, é rebaixar-se tanto, ao ponto de argumentar com a ideia de que "a minha goleada foi menos humilhante do que a tua". Isto sim é triste e muito humilhante!
E todas estas críticas vindas de um treinador que foi despedido por quase todo o sítio por onde andou. Às vezes, mais vale mesmo estar calado...