
Gostava de tentar perceber o que vai na cabeça do presidente do Portimonense, Fernando Rocha, para contratar um homem que, em menos de 2 meses, conseguiu destruir uma equipa inteira de futebol e levar goleadas de 8-1 ou 4-0, em casa, e, no final, vir acusar os jogadores de não saberem lidar com a pressão de um jogo de primeira liga.
Confesso que gostava de perceber como é que o Portimonense, na posição em que está, arrisca despedir um treinador mau, para contratar um ainda pior. Mal por mal, deixava estar tudo como antes.
Há mais de um ano atrás, alertei os vitorianos e benfiquistas para o tremendo erro de casting que iria ser Carlos Azenha. Os benfiquistas tiveram a sorte de Luís Filipe Vieira ter sido reeleito presidente, enquanto que os vitorianos, por pouco, que não diziam adeus à primeira liga e, quem sabe, ao futebol profissional. Carlos Azenha é, provavelmente, um dos piores treinadores a ter estado na primeira liga portuguesa (talvez, apenas Luís Campos tenha conseguido proeza maior - conseguiu descer 2 clubes num único ano). Agora, o pior de tudo, é ver que ainda existem dirigentes que, vá se lá saber porquê, insistem em arriscar no que não devem. Há poucos dias atrás, a Académica apresentou um ex-adjunto de Queiroz para treinador principal e já no início do campeonato, o Leiria tinha apostado num ex-adjunto de José Peseiro (de seu nome, Pedro Caixinha). Confesso que, apesar da classificação, o Leiria não me convence nem um bocadinho. Caixinha apenas pegou numa equipa já montada por Manuel Fernandes e, mais tarde, por Lito Vidigal e limitou-se a ver a sorte do seu lado, a cada jogo que passa. Quem quiser tirar isto tudo a pratos limpos, veja, detalhadamente, cada jogo do União de Leiria. Parece incrível o que vou dizer, mas este Leiria tem sido, jogo após jogo, a ser levado "ao colo" para os lugares europeus (conte-se, por exemplo, os penaltis mal marcados a favor do União, nesta temporada).
Quanto ao novo treinador da Académica... Sinceramente, o currículo fala por si mesmo: ser adjunto de Queiroz, não é para qualquer um...
Esta nova moda dos "adjuntos" não é um risco, é uma estupidez dos presidentes. Lá por que Villas Boas teve a sorte do seu lado, não implica que todos os adjuntos vão ter a mesma sorte que ele. Os bons treinadores da nossa liga não surgem assim. Temos uma série de óptimos treinadores (Lito Vidigal, Leonardo Jardim, Daúto Faquirá, Manuel Machado, Rui Vitória ou Manuel Fernandes) e insistem em dar trabalho a Caixinhas e Azenhas, que nunca provaram nada, nem vão, algum dia provar.
Fica aqui a minha aposta: há um ano atrás, apostei no insucesso de Azenha enquanto treinador. Este ano, como já não tenho dúvidas sobre a sua incompetência vou mais longe: aposto no último lugar do campeonato para o Portimonense, na queda do Leiria para o meio da tabela (isto claro, se os árbitros deixarem) e numa Académica, até à última, a lutar para não descer.


